1 - Deputado, em 200 anos de história da Câmara, esta é a primeira vez que o futebol amador entra na pauta da Comissão de Esportes. Que significado político o senhor atribui a esse momento para o reconhecimento do futebol de várzea no Brasil?
Nossa função parlamentar é transformar a Câmara Federal em um ambiente de debate e construção de políticas públicas que fortaleçam os diversos temas de interesse da sociedade brasileira. O futebol amador é uma modalidade presente em praticamente todas as cidades do país, representando não apenas uma paixão nacional, mas uma prática esportiva que promove lazer, entretenimento e saúde.
Além disso, o esporte amador é uma oportunidade fundamental de promover o convívio social e a harmonia. É o momento em que as pessoas interagem, compartilham o dia a dia e descansam da jornada de trabalho semanal. O Poder Legislativo é o ambiente adequado para discutirmos a modernização da legislação e políticas que prestigiem temas tão presentes no cotidiano da nossa população.
2 - O senhor já viveu na prática a organização do futebol amador quando foi Prefeito. O que essa experiência mostrou ao Senhor sobre o papel do Futebol Amador nas comunidades?
O futebol amador, por ser uma paixão nacional predominante no Brasil, representa uma oportunidade valiosa de lazer e entretenimento. Mais do que isso, ele promove a integração e o convívio em comunidade, permitindo que as pessoas vivam em harmonia.
Quando organizado por meio de instituições fortes, como federações e confederações, e com a realização de campeonatos estruturados, o futebol amador transforma-se em um importante setor econômico. Ele gera emprego e renda, especialmente para o setor de serviços nos bairros, beneficiando restaurantes, lanchonetes e o comércio local durante os eventos.
Além do aspecto econômico, o ambiente de alegria e união proporcionado pelo esporte serve como uma vitrine positiva. Ele sinaliza aos nossos jovens e adolescentes um caminho de cidadania e oportunidades, apresentando uma alternativa construtiva e distante da criminalidade.
3 - Na sua avaliação, quais podem ser as primeiras medidas concretas do poder público para fortalecer o futebol amador nas cidades brasileiras?
Sem dúvida, o primeiro passo fundamental é a organização interna dos clubes, times e associações. Em seguida, esse fortalecimento deve ser consolidado por meio de uma liga municipal, que estabeleça a conexão necessária com a federação estadual.
É essencial que haja uma proximidade real com as secretarias municipais de esporte. O poder público deve olhar para o futebol amador com empatia, atenção e dedicação. Garantindo que a gestão municipal ofereça o suporte necessário para que a modalidade prospere e cumpra seu papel social.
4 - A partir desta audiência, quais encaminhamentos o senhor entende que podem ser construídos na Comissão de Esportes para transformar o futebol amador em uma política pública permanente no Brasil?
O tema está sendo conduzido pelo deputado Airton Faleiro (PT-PA), mas a Comissão do Esporte permanece totalmente à disposição para realizar os debates necessários por meio de audiências públicas e reuniões técnicas. Nosso compromisso é tramitar com celeridade os projetos que visem ao fortalecimento do futebol amador e ao reconhecimento das entidades que organizam e apoiam os clubes em todo o país.
Além disso, buscamos uma conexão estreita com o Poder Executivo em todas as esferas — incluindo secretarias municipais, estaduais e o Ministério do Esporte. A função precípua da Comissão do Esporte é consolidar um ambiente de debate profundo para a construção de uma legislação que reconheça e valorize o futebol amador na medida de sua importância para a nossa sociedade.
